Este é o blog de Maria Emilia Algebaile, com contos, crônicas, poesia, fotografias,textos, sugestões de leitura e reflexões sobre nosso cotidiano.
sexta-feira, 22 de julho de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
AS MÃOS DA MINHA MÃE
As mãos da minha mãe são mágicas. Dela já saíram os mais belos carinhos, vestidos de noiva, enxovais de bebê, vestidos lindos de criança e roupas de adultos. Das mãos da minha mãe saem quibes maravilhosos, macarronada caseira e o bolo verde que é de comer rezando. Das mãos da minha mãe saem letras lindas que preenchem páginas com receitas e orações... Mãos verdadeiramente mágicas.
Mãos mágicas tem minha mãe, que me abençoam todos os dias e que ajudam na caminhada de filhos, netos e bisneta.
São mágicas as mãos de minha mãe.
Abençoadas são as mãos de minha mãe.
Mãos de luta e de amor.
Mãos de mãe na sua plenitude.
Maria Emilia Algebaile
quinta-feira, 21 de abril de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
RESENHA – O PIANO, de Jerusa Nina
por Maria Emilia Algebaile
Primeiro romance de Jesusa Nina, O Piano, Editora Giostri, SP, 2015, nos traz a leitura prazerosa de um texto bem escrito e sensível que nos permite viajar por nossa infância e adolescência, revisitando nossos sonhos e medos, percebendo os caminhos que tanto nos aproximam e nos fazem sermos tão diferentes uns dos outros.
Desde o início da leitura temos a clara sensação de estarmos nos construindo ao acompanhar o crescimento da personagem-narradora Áurea. E cada capítulo é narrado com tamanha simplicidade e delicadeza que sentimos mesmo nosso envolvimento aumentando a cada capítulo desta trama.
Obedecendo a uma narrativa linear, observamos, no entanto, que a fala do narrador vem de um lugar futuro e, por isso mesmo, empresta ao texto muita verossimilhança e omnisciência. Não são poucos os momentos em que Áurea, a personagem-narradora, sinaliza não ter clareza do estava vivendo naquele momento, mas que mais tarde teria completa consciência o que, portanto, oferece o aval para exprimir tal opinião no momento narrado. Não ficam fios soltos.
O tempo vivido e o tempo narrado dialogam o tempo todo e isso dá uma dinâmica bastante interessante ao texto, que é trabalhado observando um cuidado respeitoso pela língua e suas normas, com expressões precisas, palavras bem colocadas e parágrafos construídos com a preocupação de quem sabe o valor e a importância de uma frase bem feita, seja musical ou literária. Como a narradora já é uma pessoa adulta e culta, a linguagem empregada soa perfeita. Fosse uma jovem, haveria necessidade de revisão para compor o quadro ideal. Mas está perfeito do jeito que está.
Se “a música é o resultado do encontro entre o compositor e seu intérprete”, a literatura também é o encontro entre o escritor e o leitor. E esse nosso encontro com Jerusa Nina é tecido com os fios da sensibilidade. Impossível não nos envolvermos pelo enredo, torcendo por Áurea ou simplesmente acompanhando suas descobertas e conquistas. Impossível não nos emocionarmos com sentimentos tão complexos e, ao mesmo tempo, tão comuns em nossas vidas, em nossas histórias. Um belo livro.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
CONVITE Sexta-feira agora, dia 8 de abril, às 19h, haverá o lançamento do fotolivro "Tramas Poéticas", da Magali Maciel Rios, no Ateliê da Imagem na Urca. Participo do trabalho com 5 textos que fiz em parcerias com Magali (ela fotografando e eu escrevendo) para o coletivo Caneta Lente E Pincel. Estou muito feliz em ter sido selecionada para este projeto e gostaria de dividir este momento com vocês. Venham!
segunda-feira, 4 de abril de 2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
POEMA DA TRISTE CONSTATAÇÃO
por Maria Emilia Algebaile
Aquela mulher no espelho que me dá adeus
Sou eu ou é a outra?
Eu me despeço
Ou a reencontro?
É um aceno
Ou uma despedida?
Essa mulher que vejo no espelho
É tão diferente de mim
E, ao mesmo tempo, tão igual...
Quanto dela será meu?
Quanto de mim será o que ela pensa que eu sou?
Não há divergência
Mas também não nos completamos
É um avesso?
É um direito?
É o que é?
O que será?
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